
O preço do limão tahiti continua com preços acima da média nas feiras livres e mercados de Feira de Santana, enquanto sobe a oferta de frutas mais doces, como a manga espada e a melancia nas bancas.
Por seu sabor cítrico, o fruto é um ingrediente versátil e pode ser utilizado em receitas variadas, como bebidas refrescantes, doces, salgados e marinadas. Por outro lado, com o aumento do quilo ou da unidade, nos últimos meses, essa boa relação do produto com os consumidores começou a azedar.
Conforme já divulgado pelo Acorda Cidade no início do mês de outubro, na feira livre da Estação Nova, o limão está custando R$ 1 a unidade. E não há previsão definida ainda de quando a mercadoria deve baixar o preço.
Ao Acorda Cidade, o feirante Elisângelo de Jesus, com a alta do limão, as vendas da mercadoria ficaram prejudicadas, pois os consumidores passaram a comprar menos.
“O cliente continua comprando, porém menos. Porque o limão é uma das frutas que o povo não pode deixar de não ter na mesa. Tem que ter. O biribiri não substitui o limão. É azedo, mas não vai servir, não vai ter a mesma serventia”, comentou.
Na Ceasa de Feira de Santana, a saca do limão, que antes era repassada aos comerciantes por R$ 50, está custando cerca de R$ 150.
Queda da produção na entressafra
Segundo especialistas, o aumento repentino no preço da fruta ocorre por conta da queda na produção no período da entressafra, que ocorre entre os meses de maio até meados de setembro, e o excesso de chuvas nas principais regiões produtores, o que afetou a oferta e a qualidade da colheita.
De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o limão foi um dos itens que mais aumentou em todas as regiões brasileiras, no mês de agosto. Porém, a alta teve início no mês de junho, quando inicia o período da entressafra e, consequentemente, o descompasso entre a oferta e a demanda dos consumidores.
Conforme o Instituto, a Bahia é o quarto maior produtor de limão do Brasil e foi responsável pela produção de 87 mil toneladas da fruta, em 2024.
O reajuste nos preços, porém, são um reflexo da baixa produtividade do chamado cinturão cítrico paulista, de onde sai 80% da produção nacional, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A Conab acredita que o fenômeno El Niño teve um baixo impacto na pouca produção do limão este ano no país, uma vez que a principal florada ocorrida em julho na região sudeste foi afetada por chuvas acima do esperado, além de ventos desornados.
Cenário de incertezas
A expectativa da entidade é que, como de costume, com a chegada da nova safra, ocorrida a partir dos meados de setembro, os preços comecem a se normalizar até o final do ano. Entretanto, existe também o temor de que com o avanço do El Niño, a estiagem possa afetar as floradas e estressar as plantas. De todo modo, o cenário é de incertezas.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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