26 de October de 2026
Imagem: Agência Brasil

O Brasil terá eleições municipais em outubro de 2028, quando os eleitores escolherão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não divulgou os dias exatos do pleito, mas confirmou que seguirá o calendário tradicional de outubro.

Os eleitos terão mandatos de 2029 a 2032, com duração de quatro anos. A alternância entre eleições gerais e municipais estrutura o sistema eleitoral brasileiro há décadas. Enquanto 2026 concentrou a disputa por presidente, governadores e parlamentares federais, 2028 terá como foco as administrações locais.

Essa separação permite que eleitores e candidatos se concentrem, a cada eleição, no nível de governo em disputa.

O papel das eleições em 2028

Prefeitos e vice-prefeitos administrarão os recursos municipais e implementarão políticas públicas nas cidades. Saúde, educação, transporte e serviços urbanos essenciais ficarão sob responsabilidade desses gestores, que comandarão as prefeituras por quatro anos.

Vereadores, eleitos para as câmaras municipais, exercem função legislativa e fiscalizadora. Eles votam sobre projetos de lei local, definem o orçamento municipal e acompanham se o prefeito cumpre suas promessas de campanha.

Essa divisão de poderes, executivo na prefeitura e legislativo na câmara, equilibra as decisões que afetam o dia a dia dos moradores.

O Brasil segue um calendário alternado: as eleições para presidente, senadores, deputados federais e governadores ocorrem em um ano, e as municipais, em outro, com intervalo de dois anos entre as disputas. Assim, os eleitores não enfrentam campanhas simultâneas que poderiam confundir prioridades ou sobrecarregar o calendário eleitoral.

Em 2028, o foco volta às administrações locais depois das eleições nacionais de 2026. Os mandatos dos prefeitos que tomarem posse em 2029 se estenderão até 2032, quando ocorrerão novas eleições municipais. Esse intervalo dá às cidades previsibilidade para planejar ações de médio prazo.

Por que prefeitos e vereadores precisam de poderes diferentes?

A divisão entre Executivo, na prefeitura, e Legislativo, na câmara municipal, cria freios e contrapesos na administração local. 

O prefeito executa ações como gastar recursos, contratar pessoas e fazer obras. Mas não pode decidir tudo sozinho: qualquer projeto de lei ou mudança orçamentária precisa da aprovação dos vereadores, que representam diferentes grupos da população.

Os vereadores também fiscalizam a administração, e eles votam os planos do prefeito, definem como o dinheiro público será gasto e acompanham o cumprimento das promessas de campanha.

 Sem essa divisão de poderes, um único gestor teria controle total sobre a cidade, sem quem questionasse suas decisões ou protegesse os interesses de minorias.