28 de October de 2026
Flávio Bolsonaro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou a suposta fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos (EUA) após perder as eleições de 2026 e afirmou que a situação prejudica a imagem de toda a classe política.

“Fiquei muito estarrecido ontem quando vi essa informação que vocês da imprensa deram: a fuga de um candidato a presidente que teve 60 milhões de votos. Quando ele toma uma atitude dessa, a imagem que a sociedade brasileira tem é que ele é um político igual a nós, igual a mim, igual a qualquer um, e que está fugindo da sua responsabilidade”, declarou.

Na declaração, feita na manhã desta quarta-feira (28), durante entrevista ao radialista Dilton Coutinho, âncora do programa Acorda Cidade, Jerônimo afirmou que acreditava que o senador ficaria no país para liderar a oposição ao governo Lula 4.

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Jerônimo Rodrigues | Foto: Adriel Francisco

“Imagine uma pessoa que bateu na trave por 4 milhões e pouco, quase 5 milhões, não se elegeu e, ao invés de liderar, ele podia discordar do resultado, ele podia entrar na Justiça, mas daqui nós da política não podemos fugir do nosso lugar. É muito ruim, é um mau exemplo. E eu espero que a Justiça possa dar conta.”

O governador comparou a situação à prisão do presidente Lula em abril de 2018, afirmando que, na ocasião, o agora atual presidente reeleito permaneceu no país e se apresentou à polícia.

“Todo mundo se recorda que Lula não fugiu, ele foi para o sindicato dos metalúrgicos, fez uma coletiva e depois se entregou à polícia e não faltou conselho para que ele pudesse ir embora do país. Depois chegou o convite para ele sair da prisão de tornozeleira, ele disse: ‘Eu não vou sair de tornozeleira que eu não fiz nada errado’ e não fugiu do enfrentamento.”

A eleição acabou

Durante a entrevista, o governador também defendeu que as disputas eleitorais não impeçam o trabalho conjunto entre representantes políticos. Jerônimo citou a necessidade de manter o diálogo institucional e afirmou que, apesar das divergências e críticas recebidas durante a campanha, continuará trabalhando na base do diálogo.

“Eu sei que muita gente me xingou, xingou as políticas, me tratou mal, mas eu tô no lugar e na cadeira de governador. Eu tenho que receber prefeitas, prefeitos, deputados, vereadores, empresários. Eu não vou ficar com picuinha”, finalizou Jerônimo.

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