29 de October de 2026
falta de água na Matinha - zona rural de Feira
Foto: Arquivo Pessoal

Moradores do distrito da Matinha, em Feira de Santana, fizeram uma manifestação na tarde de quarta-feira (28), na localidade de Jacu, para cobrar soluções para a falta de água na zona rural do município. O protesto reuniu representantes de diferentes comunidades, que relataram dificuldades com o abastecimento e cobraram uma resposta definitiva da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

falta de água na Matinha - zona rural de Feira
Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a coordenadora da Associação Comunitária dos Moradores de Jacu, Michelle Santana Almeida, participaram da mobilização moradores de Candeia Grossa, Alecrim, Matinha e Sítio do Padre, além de um representante do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Feira de Santana. Durante o ato, cada comunidade teve espaço para apresentar os problemas enfrentados.

Michelle informou que a Embasa havia confirmado presença, mas comunicou, próximo das 17h, que não conseguiria enviar um representante devido a um problema de saúde de uma colaboradora.

falta de água na Matinha - zona rural de Feira
Foto: Arquivo Pessoal

“Vocês do Acorda Cidade bem sabem que, anualmente, a gente chama vocês porque a gente não aguenta mais e a situação se repete, a gente tem a falta de água novamente, em todos os anos acontece o mesmo problema. Só que quando a gente questiona pessoas aqui do centro de Feira, elas falam ‘ah, normalmente não falta água aqui nos bairros, a parte urbana de Feira’. Mas por que na zona rural sempre falta água?”, questionou a moradora a Embasa.

“O que foi feito do ano passado para esse ano? Porque esse ano a gente está sem água. Falta água, mas os recibos continuam chegando”, reforçou.

falta de água na Matinha - zona rural de Feira
Foto: Arquivo Pessoal

Falhas na distribuição de água por carros-pipa

Michelle também relatou dificuldades na distribuição de água por carros-pipa. Segundo ela, em algumas situações, o abastecimento é destinado a um morador específico e o responsável pelo veículo se recusa a dividir a água com vizinhos que também precisam do serviço.

“O carro-pipa ele se recusa, ele fala que não pode, tendo em vista que a água foi destinada para aquela pessoa e não pode ser dividida ali, colocar na casa de outras pessoas porque veio especificamente para aquela pessoa e não teria como fazer essa divisão. Então, são coisas que a gente gostaria de questionar à Embasa”, afirmou.

caminhão pipa
Foto: Danielly Cerqueira

Para Michelle, a população precisa ser ouvida diretamente pela empresa, com a construção de soluções junto às comunidades. Ela ressaltou que reuniões anteriores chegaram a produzir respostas pontuais, mas o problema voltou a ocorrer nos anos seguintes.

“A gente quer que a Embasa se aproxime e vá até a comunidade. A gente aguarda muito o dia em que a Embasa, ela vai se fazer presente para escutar as demandas da população, ver como é que pode estar resolvendo esse processo e que, no mínimo, a gente consiga ter a água como a gente paga. A gente paga para ter água na torneira e não para ter água de carro-pipa, para estar subindo e descendo com balde”, afirmou ao Acorda Cidade.

falta de água na Matinha - zona rural de Feira
Foto: Arquivo Pessoal

Audiência pública vai discutir a falta de água

A cobrança também será levada à Câmara Municipal de Feira de Santana. Em entrevista ao programa Acorda Cidade, o vereador Ismael Bastos confirmou a realização de uma audiência pública na quinta-feira, 5 de novembro, às 10h, com a presença do diretor da Embasa, Raimundo Neto.

O objetivo é ouvir os moradores e cobrar explicações da empresa sobre as falhas no abastecimento, principalmente na zona rural.

Com informações da produtora Daniela Cardoso, do Acorda Cidade.

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