30 de October de 2026
Presidente Lula, Flávio e Trump
Foto: Ricardo Stuckert – PR / Divulgação

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília encaminhou, nesta segunda-feira (26), um relatório diplomático a órgãos governamentais norte-americanos, como o Departamento de Estado, classificando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições como “definitiva” e “surpreendente”.

O documento pontuou que o pleito ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de registros pontuais de dificuldades operacionais em algumas regiões. O documento indica que a extensão do horário de votação por duas horas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve impacto insignificante no resultado final.

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no texto, apenas 34 mil votos (cerca de 0,03% do total) foram depositados após as 17h, montante insuficiente para alterar a margem de cerca de 4,4 milhões de votos que consolidou a eleição do petista frente ao senador Flávio Bolsonaro.

O parecer da representação diplomática ressaltou ainda a validação do pleito por missões internacionais, ressaltando que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) declararam não ter “nenhuma dúvida sobre os resultados”.

Embora aliados do candidato derrotado e o próprio Flávio tenham classificado o desfecho como “impossível de aceitar”, o relatório observou que lideranças do campo conservador reconheceram publicamente o resultado das urnas.

No entanto, a avaliação técnica da embaixada contrasta com as declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado reiteradamente a lisura do processo eleitoral brasileiro.

Na segunda-feira (26), o republicano declarou que “A impressão que passou para o mundo foi terrível. Eleições precisam ser indiscutíveis”. Já nesta quinta-feira (29), Trump voltou a criticar a votação, embora tenha indicado que pretende dialogar com o presidente reeleito. “Vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha”, afirmou.

Ao ser questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo, o mandatário norte-americano evitou resposta direta: “Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha”.

Fonte: Bahia Notícias, site parceiro do Acorda Cidade.

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