31 de October de 2026
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

Lorenzo Dutra Xavier começou a desenhar aos 3 anos, depois de observar animais pintados na parede da casa da avó e tentar reproduzi-los no papel. Aos 11 anos, o menino autodidata expõe 12 retratos realistas no Palácio das Artes, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, em sua primeira mostra individual, intitulada “Na ponta do lápis”.

A exposição reúne retratos de personalidades como Jesus Cristo. Albert Einstein, Marilyn Monroe, os pintores Vincent van Gogh e Salvador Dalí, o ator Morgan Freeman, a cantora Marília Mendonça, o aeronauta Santos Dumont, o apresentador e ex-deputado Clodovil Hernandes e o influenciador Carlinhos Maia.

Lorenzo fez todos os desenhos com papel comum e um lápis escolar, sem nenhuma formação em cursos ou escolas de arte. 

Hobby do menino se tornou obras de exposição

Do hobby às paredes da galeria, tudo começou aos 3 anos, quando Lorenzo via os peixes e as borboletas coloridas na casa da avó e sentia vontade de desenhá-los.

Essa curiosidade inicial transformou-se em prática constante, e aos 8 e 9 anos o menino começou a explorar rostos, etapa mais desafiadora do desenho. Familiares foram seus primeiros modelos: avô, mãe, pai e tios ganharam traços no papel antes de personalidades públicas.

O interesse especial por rostos de pessoas mais velhas levou Lorenzo a observar com mais atenção detalhes como rugas, expressões e marcas. O desenho de Albert Einstein é seu favorito porque, segundo ele, ficou muito parecido com o que viu na foto.

Para reproduzir um rosto com precisão, Lorenzo observa os traços que mais chamam atenção e o contorno da face, e depois, começa a esboçar o retrato.

Cada desenho leva, em média, um dia para ficar pronto. Lorenzo diz que se sente mais calmo e leve quando desenha. Além da arte, Lorenzo pratica jiu-jitsu, seu esporte favorito, e gosta de estudar.

Imagem: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

A mãe, os avós e toda a família acreditam em seu talento e o incentivam a continuar desenhando. Lorenzo quer aperfeiçoar formalmente sua habilidade, e seu maior desejo é estudar em uma escola para desenvolver o que sente e desenha e conquistar quem admira sua arte.

A exposição “Na ponta do lápis” fica no Hall Superior Prof. Osmário Barreto, no Palácio das Artes, na Avenida Presidente Costa e Silva, número 1.600, no bairro Boqueirão. A entrada é gratuita, e as visitas ocorrem de terça a sexta-feira, das 14 às 17 horas, exceto em pontos facultativos e feriados.

Inicialmente prevista para encerrar em 31 de outubro, a mostra foi prorrogada até 30 de novembro, ampliando a oportunidade para quem quiser ver de perto os retratos. O estacionamento gratuito tem capacidade para cerca de 70 veículos.

Como a memória visual transforma foto em desenho

Lorenzo não copia mecanicamente o que vê, e primeiro, observa os traços principais do rosto, os que mais chamam atenção, e o contorno geral. Depois, começa o esboço. Sua memória visual permite que ele consiga “bater o olho” em uma foto e desenhar no papel, mesmo usando a imagem como referência ao lado.

Essa capacidade de reter e traduzir detalhes visuais é o motor do seu trabalho. Depois de começar o esboço, ele preenche aos poucos sombras, pele e olhos, elementos que dão profundidade ao rosto. O resultado é um desenho realista feito com ferramentas simples: papel comum e lápis escolar.