
Representantes do Instituto Restaurando Vidas, que acolhe crianças autistas e neurodivergentes, estiveram na Câmara Municipal de Feira de Santana, na terça-feira (3), para tratar sobre emendas impositivas com o objetivo de ajudar a instituição.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a porta-voz do instituto, Aline Araújo do Amaral, explicou que o local acolhe não apenas as crianças, mas também seus familiares, de acordo com a necessidade de cada um.
“É necessário ter a parceria da família junto com o profissional para a evolução dessa criança, que vem com muitas dificuldades. Hoje a gente sabe que, a cada dia que passa, isso está crescendo, e vemos que o município não consegue dar o suporte necessário com todas as especialidades da equipe multidisciplinar que temos no instituto.”
De acordo com Aline, o instituto conta com diversos profissionais, como neuropsicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
A representante também explicou que alguns vereadores já disponibilizaram emendas, mas os recursos ainda estão em processos burocráticos para serem recebidos. “Hoje estamos aqui novamente para ver se a gente consegue alguma emenda para 2027.”
Ela explicou que todos os documentos solicitados ao instituto foram fornecidos, mas que, durante o processo, novas exigências acabam surgindo.
“Tudo que foi solicitado para a gente, a gente forneceu. Mas você sabe que, no meio do caminho, sempre surge alguma documentação nova. Então, quando a gente está caminhando, já entregou tudo e pensa que não, tem outro tipo de documentação que precisa entregar. Por isso, é um processo lento para o recebimento dessa emenda. A gente recebeu uma parte da saúde, uma parte do serviço social e da área de deficiência. Não foi um valor grande, mas é um valor que já ajuda o instituto, porque ele sobrevive através de doações.”
Atualmente, o instituto atende 32 crianças e tem a expectativa de mudar de endereço, saindo da Rua Senador Quintino, nº 2041, no bairro Tomba. A mudança tem como objetivo ampliar o espaço de atendimento e acolher mais crianças e famílias.
Aline explicou ainda que, antes de iniciar o acompanhamento, a instituição realiza uma anamnese com a assistente social, inicialmente com a família, para compreender as necessidades da criança e de seus familiares. A partir dessa avaliação, é feito o encaminhamento para os profissionais e as especialidades de que cada criança necessita.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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