7 de November de 2026
Produtos de limpeza proibidos
Foto: 19934763/Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, no dia 4 de novembro, a apreensão de três marcas de produtos de limpeza que circulavam no mercado sem registro sanitário. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, atinge toda a linha Peregrino Nacional, o Eco Clean Percarbonato de Sódio e o Brankíssimo.

A Resolução-Re 4.318 proíbe a fabricação, a distribuição, a propaganda, a comercialização e o uso desses saneantes em todo o território nacional. Quem tiver algum desses produtos em casa deve parar de usá-lo, já que nenhum deles passou pela análise sanitária exigida para garantir a segurança de seu uso.

O que está proibido

Perguntas e respostas
P
Quais marcas de produtos de limpeza a Anvisa determinou apreender?
R
Peregrino Nacional (toda a linha), Eco Clean Percarbonato de Sódio e Brankíssimo.
P
O que a Resolução-Re 4.318 proíbe em relação a esses produtos?
R
Proíbe a fabricação, a distribuição, a propaganda, a comercialização e o uso desses saneantes em todo o território nacional.
P
Por que a venda desses produtos foi barrada?
R
Porque eram fabricados e colocados no mercado sem o registro sanitário exigido e as empresas responsáveis não tinham autorização para funcionar como fabricantes de saneantes, contrariando a Lei nº 6.360/1976.
P
O que devem fazer consumidores que identificarem esses produtos em casa?
R
Devem parar de usar e descartar o produto, evitando repassá-lo a terceiros, já que a proibição cobre inclusive o uso doméstico.

A Peregrino Nacional teve toda a sua linha de produtos de limpeza barrada. A proibição inclui os produtos fabricados pela Peregrino Nacional Indústria e Distribuidora de Equipamentos e Produtos de Limpeza Ltda. Nenhum lote da marca pode continuar circulando nas prateleiras ou em estoques de revenda.

O Eco Clean Percarbonato de Sódio também está na lista, e todos os seus lotes estão sujeitos à proibição. A Anvisa não conseguiu identificar o fabricante desse saneante, e já o Brankíssimo, feito pela Cardaya Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda., teve a venda barrada em todas as suas versões.

Por que a venda foi barrada

Os produtos das três marcas eram fabricados e colocados no mercado sem o registro sanitário exigido para esse tipo de mercadoria. Além de não terem registro, as empresas responsáveis não tinham autorização para funcionar como fabricantes de saneantes.

Essa situação contraria a Lei número 6.360, de 1976, que organiza as regras de registro e fiscalização de produtos sob vigilância sanitária no país. Sem esse controle, não há garantia de que a composição química de cada frasco foi testada e aprovada antes de chegar ao consumidor.

Risco para quem já comprou

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A falta de autorização para funcionar também significa que as condições de produção não foram fiscalizadas. Por isso, não há garantia sobre a segurança dos produtos.

Quem identificar algum desses produtos em casa deve descartá-lo e evitar repassá-lo a terceiros, já que a proibição cobre inclusive o uso doméstico. Os produtos não devem mais ser comprados em nenhum ponto de venda físico ou on-line.

Como a Anvisa identifica produtos irregulares nas prateleiras

A agência não consegue fiscalizar tudo sozinha. Ela recebe denúncias de consumidores e de outras empresas, como ocorreu no caso do Perspirex, quando a fabricante legítima avisou que sua marca estava sendo falsificada, e também realiza inspeções em fábricas.

Durante essas visitas, os fiscais checam se a empresa tem autorização para funcionar, se mantém registros dos produtos e se segue as regras de qualidade na produção.

Quando encontram irregularidades a Anvisa publica uma resolução no Diário Oficial proibindo a fabricação e venda daquele produto em todo o país. Essa publicação oficial serve de aviso a varejistas, distribuidoras e consumidores de que o item saiu do mercado.