29 de January de 2026
Deputado Binho Galinha
Deputado Binho Galinha | Foto: Ascom ALBA/AgênciaALBA
Binho Galinha esteve presente durante a audiência. A imprensa não foi autorizada a permanecer na sala durante o processo.
Deputado Binho Galinha
Deputado Binho Galinha | Foto: Ascom ALBA/AgênciaALBA

Foi realizada na manhã desta quinta-feira (29), a audiência de instrução, no Fórum Desembargador Felinto Bastos, em Feira de Santana, no âmbito do processo relacionado à Operação El Patrón, que envolve o deputado estadual Binho Galinha. A sessão ocorreu no Salão do Júri e foi conduzida pela juíza Márcia Simões.

O deputado Binho Galinha esteve presente durante a audiência, mas não foi permitida a retirada de imagens dos réus. Ao menos cinco pessoas foram ouvidas.

Os depoimentos integram a fase de instrução processual, etapa em que são reunidas provas para esclarecer os fatos antes do julgamento. A ação, que tramita em 2026, está relacionada à apreensão de armas durante a operação e apura as circunstâncias em que o material foi encontrado, além da possível ligação com os investigados.

Ao comentar o andamento do caso, o advogado de Binho Galinha, Gamil Foppel, afirmou que, com o avanço do processo, contradições vêm sendo esclarecidas. “A proporção que o tempo está passando, a verdade está surgindo à tona. Muitas das construções, com todo respeito, artificiais que foram criadas estão sendo desmentidas e desnudadas”.

Gamil Foppel | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Segundo o advogado, a própria acusação teria fragilidades reconhecidas pelo Ministério Público. “A Polícia Federal apontou uma série de fatos que eles alegam como fatos novos para poder justificar a prisão, que é absolutamente injustificável, é ilegal, não tem o menor fundamento. E o próprio Ministério Público promoveu o arquivamento de todos esses fatos porque disse que não tem como provar esses fatos, menos de 15 dias depois”.

Foppel também afirmou confiar nas decisões judiciais. “Seguimos confiantes na Justiça, seguimos aguardando as decisões dos tribunais superiores, as decisões do Tribunal de Justiça. Existem irregularidades procedimentais que são insancionáveis nesse processo, mas tudo isso vai ser tratado no momento oportuno”.

Questionado sobre a possibilidade de reversão das prisões, o advogado explicou ainda que elas não foram decretadas exatamente nesse processo específico.

“As prisões não foram decretadas exatamente nesse processo, os processos são conexos. Não tem nenhum tipo de palavra que comprometa qualquer um dos meus constituintes. Não só por isso, mas pela ausência de fundamentação, de cautelaridade, de contemporaneidade, pela ausência dos fundamentos legais, é por isso que a gente vem impugnando”, acrescentou.

Prestação de contas

O advogado Bender Nascimento confirmou que a audiência é um desdobramento da operação e se refere à apreensão de armas. “No momento do cumprimento das ordens de busca e apreensão, supostamente foram encontradas algumas armas de fogo nas residências das pessoas que estão sendo investigadas nessa operação”. Ele destacou que um dos clientes possui documentação regular. “Dentre essas pessoas, o meu constituinte, que é CAC, possui toda a documentação desta arma, também teve uma denúncia ofertada contra si”.

Binho Galinha participa de mais uma audiência da Operação El Patrón em Feira de Santana
Bender Nascimento | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Sobre o andamento do processo, Bender afirmou ao Acorda Cidade que a fase de oitivas presenciais foi encerrada. “Posteriormente, o processo estará maduro, estará concluso para a decisão, para a sentença”. A expectativa da defesa é positiva. “Nós já adiantamos que cremos firmemente na absolvição do nosso constituinte, haja vista que ele provou, mediante a prova testemunhal, o seu depoimento, bem como documentos que juntamos, que ele possuía registro das armas, a guarda do acervo em todos os endereços.”

“O primeiro foi uma suposta organização criminosa que tinha um braço armado para prática de extorsões na cidade de Feira de Santana. Esta é a acusação, esta é a suposta alegação do Ministério Público, do órgão acusatório, que ele, como órgão acusador, deverá provar o que essa defesa aqui já refuta.”

Caio Vitor Menezes, advogado de um dos réus, um PM, disse ao Acorda cidade que todas as controvérsias que eventualmente tenham sido levantadas ao longo da investigação ou do processo foram resolvidas com o interrogatório de seu cliente.

Binho Galinha participa de mais uma audiência da Operação El Patrón em Feira de Santana
Caio Vitor Menezes | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“No caso dessa audiência de hoje, das 10h30, para ele, a acusação seria o porte, a posse ilegal de munição de calibre restrito”. Ele também citou outro processo. “Eu tive também uma audiência das 8h30 com outro cliente, também no âmbito da Operação El Patrón, que na verdade foi um desmembramento da Operação Principal, que nesse caso a imputação seria organização criminosa e corrupção de menores”.

Sobre a apreensão de armas, a defesa afirmou que o PM tinha em sua posse armas que ele possuía de maneira registrada e legal.

Binho Galinha participa de mais uma audiência da Operação El Patrón em Feira de Santana
Advogados Caio Vitor Menezes e Vinícius Gomes que atuam juntos | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Ele é policial militar, como é público e notório, já com cerca de 15 anos de serviço, e em sua residência foi achada uma arma que estava cadastrada em seu nome”. Segundo ele, “algumas munições que foram encontradas, que em tese seriam munições com uso irregular, foi devidamente explicado hoje pelo cliente ao juízo”.

O advogado ainda afirmou que o processo é extenso, com várias audiências e desdobramentos, e disse esperar que o caso seja concluído em breve, com o esclarecimento dos fatos e a absolvição dos clientes, o que considera a medida mais justa.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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