

Após o rompimento político com aliados antigos e a saída do Partido Social Democrático (PSD), o senador Angelo Coronel afirmou ter sido excluído da disputa eleitoral dentro da legenda e admitiu que avalia convites de outros partidos para as eleições de 2026. Em entrevista ao Acorda Cidade, o político falou sobre o impacto pessoal e político da ruptura.
“É um assunto que me feriu muito, um assunto que me tirou do ar. Fiquei uns quatro dias nesse final de ano realmente muito chocado”, disse Coronel, ao comentar o rompimento com Otto Alencar, com quem mantinha uma relação de quase quatro décadas. “Amizade de 39 anos, compadre do meu filho Diego Coronel, que é deputado. Mas aconteceu, e não sou de ficar reverberando coisas que repercutiram negativamente na minha vida. Só posso desejar saúde e paz a ele, que eu vou lutar para ter a minha”, declarou.
Sem definição partidária, Coronel confirmou que analisa convites, inclusive do União Brasil, antes oposição. “Não sei ainda, estamos analisando os partidos que nos convidaram. Eu vou disputar a majoritária novamente, como senador, e isso depende muito do tempo de televisão. Então, temos que analisar bem para não dar um passo errado.”
Em Feira de Santana, o político afirmou que vem consolidando alianças após sua primeira articulação no município, ocorrida há cerca de dois meses, durante reunião com vereadores, entre eles Pedro Américo. Na ocasião, ele foi homenageado na Câmara Municipal, e seus filhos, os deputados Ângelo Coronel Filho e Diego Coronel, receberam o título de Cidadania Feirense.
Segundo ele, o diálogo com o prefeito José Ronaldo avançou, e o vereador Zé Chico se colocou à disposição para coordenar a campanha no município.
Bastidores do rompimento
O senador também comentou a recente visita que fez a Gilberto Kassab, em São Paulo, junto à cúpula nacional do PSD, movimento que não foi bem visto por Otto Alencar.
“Kassab, quando presidente, não quis me dar legenda. Depois, dei a sugestão de sair avulso, só que houve uma imposição: para eu sair avulso, eu tinha a obrigação de apoiar o governo. Como eu não tinha pretensão de apoiar o governo, já que ele estava se associando ao presidente do meu partido, Otto Alencar, para me rifar da chapa, não havia por que ficar numa chapa para apoiá-los. Na minha veia corre sangue, não corre água. Então, fui caçar para tentar desmontar essa ideia que estava plantada”, afirmou ao Acorda Cidade.
Firme no posicionamento, Coronel disse que apesar das declarações públicas feitas anteriormente pelo comando do PSD, seu nome acabou sendo descartado.

“Se Coronel não estiver na chapa de senador, o PSD rompe. Mas acho que ficou só no boca a boca, porque não houve rompimento. Muito pelo contrário, houve literalmente uma defenestração do meu nome dentro do partido.” Questionado se havia sido retirado da chapa, foi direto: “Limado com a lima grossa. Sou curioso para saber o motivo desse limamento”.
Com a desfiliação ainda em processo e a corrida eleitoral aberta, Angelo Coronel sinaliza que a escolha do novo partido será decisiva não apenas para sua reeleição, mas também para o redesenho das forças políticas na Bahia em 2027.
“Espero encontrar um partido de oposição. Fui convidado por ACM Neto para entrar no União Brasil, mas estamos analisando para ver qual é a melhor posição. Vou escolher um partido que tenha consenso, para não ter briga com ninguém.”
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
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