20 de February de 2026
agressões
Professor João Cruz, marido do policial militar agredido no Carnaval de Salvador | Foto: Reprodução / Rede Bahia
As agressões teriam ocorrido contra um soldado da PM, que estava de folga, o marido dele e um amigo do casal, que também é policial.
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Professor João Cruz, marido do policial militar agredido no Carnaval de Salvador | Foto: Reprodução / Rede Bahia

Ao todo, quatro policiais militares foram afastados temporariamente de suas atividades após se envolverem em uma confusão com denúncia de agressões físicas e insultos homofóbicos durante o Carnaval de Salvador. O fato ocorreu na noite de sábado (14) em um ponto do circuito Barra-Ondina. O afastamento foi definido pela justiça da Bahia.

As vítimas são um soldado da Polícia Militar, que estava de folga, o marido dele e um amigo do casal, que também é policial. O grupo estava curtindo a festa quando a confusão ocorreu. 

Segundo o g1, uma das vítimas, o PM que denunciou ter sido agredido, chegou a ser preso por desrespeitar um superior, mas foi liberado na terça-feira (17).

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Professor João Cruz, marido do policial militar agredido no Carnaval de Salvador | Foto: Reprodução / Rede Bahia

“Quando estávamos dançando atrás do trio do Papazoni, eu e meu esposo abraçados, fomos delimitados por diversas ofensas homofóbicas por um folião que estava atrás da gente”, disse o professor João Cruz, marido do policial militar.

A abordagem policial

Segundo o professor relatou, a abordagem aconteceu logo após o casal sofrer ofensas homofóbicas de um folião. Cruz disse que as ofensas foram percebidas inicialmente pela esposa do amigo deles, que também é policial militar. Ela teria respondido ao agressor com um gesto obsceno.

“O rapaz a xingou e o meu amigo foi perguntar o motivo, sem procurar problema e sem entrar em vias de fato. Nesse momento, chegaram outras três pessoas que estavam com o homem para tentar resolver a situação”, disse.

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Professor João Cruz, marido do policial militar agredido no Carnaval de Salvador | Foto: Reprodução / Rede Bahia

Nesse momento, conforme relato de João Cruz à reportagem da Rede Bahia, a guarnição da PM teria chegado com truculência e agredido com quatro golpes de cassetete. Ele foi atingido nas costas, na região do tórax e ao lado do peito.

João Cruz contou que o marido e o colega se identificaram como policiais militares, mas ainda assim foram agredidos pelos policiais. Ainda segundo o g1, o PM amigo do casal sofreu lesões no rosto e, devido à gravidade dos ferimentos, foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE). Ele passou por cirurgia na manhã de quarta-feira (18).

“Fui imobilizado por um aluno-soldado, com muita força, sem eu oferecer resistência alguma. Falei que meu braço estava doendo e pedi para ele afrouxar. Ele falou: ‘Cala boca, seu veado, você ainda não viu o que é violência’” disse.

“Eu fiquei extremamente nervoso e, quando eu fico assim, costumo mexer no meu cabelo.” Nesse momento, ele disse: ‘Ainda fica mexendo nessa desgraça de cabelo’. Meu gesto de nervosismo irritou-o”, completou.

O que diz a Polícia Militar ?

A corporação divulgou uma nota que traz fatos diferentes dos narrados pelas vítimas. A PM informou que os policiais intervieram para conter uma briga generalizada registrada no local e que, durante a ação, um dos envolvidos, já ferido por causa das agressões entre os participantes, se identificou como policial militar. Ainda de acordo com a PM, os policiais separaram os envolvidos na briga, isolaram a área e conduziram os feridos para atendimento médico.

“Outro policial militar que se encontrava de folga e também participava da confusão apresentou comportamento exaltado e desrespeitoso, sendo conduzido ao posto de comando para adoção das medidas cabíveis, inclusive quanto à apuração de eventual crime militar”, traz a nota.

Em relação às denúncias de abordagens truculentas, insultos homofóbicos e retenção de um celular de uma das vítimas, a corporação informou que todos os fatos serão “rigorosamente apurados”.

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