24 de February de 2026
Carnes
Foto: atlascompany/ Freepik
“O ideal é que a carne seja o último item a ser colocado no carrinho e que o consumidor vá direto para casa", orienta médica veterinária.
Carnes
Foto: atlascompany/ Freepik

A compra de carnes exige mais atenção do que muitos consumidores imaginam. Pequenos descuidos na escolha, no transporte ou no armazenamento podem aumentar o risco de contaminações e intoxicações alimentares.

Segundo a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize, a prevenção começa no momento da compra.

“A segurança dos alimentos não depende apenas da indústria e da fiscalização. O consumidor também faz parte dessa cadeia de proteção. Observar detalhes simples pode evitar muitos problemas”, explica.

O que observar no açougue ou supermercado

1. Temperatura adequada

Carnes devem estar sob refrigeração constante. No balcão refrigerado, a temperatura deve estar fria ao toque. Produtos expostos fora do frio, mesmo por poucos minutos, já podem sofrer multiplicação bacteriana.

2. Cor e aparência

A carne bovina fresca tem coloração vermelho-viva, sem manchas esverdeadas ou aspecto escurecido excessivo. A carne de frango deve ter cor uniforme, sem pontos acinzentados. Já a carne suína apresenta tonalidade rosada clara. Alterações de cor podem indicar deterioração.

3. Odor

Cheiro forte, ácido ou desagradável é sinal de alerta. Carne fresca não deve apresentar odor intenso.

4. Embalagem íntegra

No caso de produtos embalados, é fundamental verificar se a embalagem está bem selada, sem estufamento, excesso de líquido ou vazamentos.

5. Higiene do estabelecimento

Balcões limpos, manipuladores uniformizados e uso de equipamentos adequados são indicadores importantes. A higiene do ambiente influencia diretamente na segurança do produto.

Atenção no transporte e em casa

O cuidado não termina na compra. Paula reforça que o transporte até a residência deve ser rápido, especialmente em dias quentes.

“O ideal é que a carne seja o último item a ser colocado no carrinho e que o consumidor vá direto para casa. Quanto menor o tempo fora de refrigeração, menor o risco”, orienta.

Ao chegar em casa:

  • Armazene imediatamente sob refrigeração ou congelamento;
  • Não lave carnes cruas, pois isso pode espalhar microrganismos pela pia e utensílios;
  • Use tábuas e facas separadas para carnes e alimentos prontos;
  • Cozinhe completamente, respeitando temperaturas adequadas;
  • Não deixe muito tempo do lado de fora da geladeira após cozinho. 

Por que isso é importante?

Intoxicações alimentares podem causar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e febre, podendo ser mais graves em crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida.

“A segurança dos alimentos é construída em várias etapas. Quando o consumidor faz escolhas conscientes, ele fortalece essa barreira de proteção”, destaca Paula.

Adotar cuidados simples no dia a dia é uma das formas mais eficazes de reduzir riscos e garantir refeições mais seguras para toda a família.

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