20 de May de 2026
Polícia Civil em Feira de Santana - Complexo de delegacias - delegados
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
De acordo com a Polícia Civil, as investigações fazem parte da Operação Peptídeos, realizada em 11 de março deste ano.
Polícia Civil em Feira de Santana - Complexo de delegacias - delegados
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), vinculada à 1ª Coorpin e ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), indiciou mais três pessoas suspeitas de envolvimento na comercialização ilegal do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento de diabetes e também procurado para emagrecimento, em Feira de Santana.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações fazem parte da Operação Peptídeos, realizada em 11 de março deste ano. Na ocasião, a ação coordenada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) terminou com a prisão em flagrante de 13 pessoas suspeitas de participação no esquema.

As apurações continuaram após a primeira fase da operação. Com base na análise dos materiais apreendidos e no avanço das diligências conduzidas pela DRFR, a Justiça autorizou um novo mandado de prisão temporária. A ordem foi cumprida em 8 de maio, quando outro investigado foi localizado e preso em Feira de Santana.

Na terça-feira (19), a Polícia Civil concluiu mais uma etapa do inquérito, formalizando o indiciamento de três novos investigados. Eles poderão responder pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração, venda, distribuição, armazenamento ou exposição ao consumo de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de origem desconhecida.

Segundo a legislação, esse tipo de infração é considerado crime hediondo, conforme a Lei nº 8.072/1990, com pena que varia de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.

A Polícia Civil informou ainda que seguirá realizando monitoramento contínuo em plataformas digitais, redes sociais e estabelecimentos comerciais de Feira de Santana e região. O objetivo é combater a circulação irregular desses medicamentos, que muitas vezes são vendidos sem prescrição médica, sem controle adequado de armazenamento e sem garantia de procedência dos fabricantes.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.