25 de May de 2026
mães
Foto: reprodução / Redes Sociais

Na próxima quarta-feira, dia 27 de maio, será realizada mais uma edição do Café com as Mães que Oram. O encontro pretende reunir um grupo de mulheres para uma noite de muita fé, comunhão e solidariedade cristã.

Ao todo, estão disponíveis 300 ingressos, no valor de R$ 50 cada, para o evento que acontecerá a partir das 18h no Haras Barcos, em Feira de Santana. Com o tema “Nossa Missão é Promover a Esperança”, o encontro chega à 5.ª edição, reforçando a trajetória do grupo de mulheres católicas que oram por filhos biológicos e espirituais.

Durante o programa Acorda Cidade, Adriana Vanderlei, Kássia Braz e Célia Marques, todas integrantes do grupo “Mães que Oram”, falaram sobre a importância do movimento que surgiu há 20 anos com o objetivo de interceder por filhos que iriam fazer vestibular.

Kássia Braz.
Kássia Braz, integrante do grupo “Mães que Oram” em Feira de Santana | Foto: Barbara Cardoso / Acorda Cidade

“Começamos a nos encontrar, mas achamos que era muito pouco estarmos apenas em 11, 12 mães e estendemos isso para um grupo maior, com a missão espiritual de orar por todos aqueles que necessitam. Hoje o movimento abarca mais ou menos 300 mães de toda a Arquidiocese de Feira de Santana”, disse Kássia Braz.

“Nós temos a autorização do nosso arcebispo, Dom Zanoni, para estarmos visitando as residências. É a igreja em saída. A gente não espera que o outro venha até nós; nós vamos até o outro. Além disso, você também pode nos procurar e dizer: ‘Eu preciso que orem pelos meus filhos’ e vamos orar por eles”, completou Braz.

Intercessão sem fronteiras

Para o Acorda Cidade, o trio explicou que as ações do “Mães que Oram” ocorrem mediante livre solicitação. Quem estiver interessado tanto em adquirir os ingressos quanto em fazer parte do grupo ou solicitar uma visita pode entrar em contato por meio do perfil oficial no Instagram.

Adriana Vanderlei
Adriana Vanderlei, integrante do grupo “Mães que Oram” em Feira de Santana | Foto: Barbara Cardoso / Acorda Cidade

“Esse é um movimento que faz parte da nossa vida e eu sempre digo que, de Ave Maria em Ave Maria, a gente chega ao céu. Nós estamos, por meio da fé online, uma ferramenta de chamadas digital do grupo. Temos mães que moram nos Estados Unidos e em outros lugares. Nós temos mães que não são de Feira e, mesmo assim, são alcançadas”, destacou Adriana.

“Não existem fronteiras para o movimento, não existe fronteira para o Espírito Santo. É esse desejo nosso de alcançar esses corações, as mães fragilizadas, as mães enlutadas, famílias que precisam. Na verdade, quando estão desorganizadas espiritualmente, o nosso papel é dar forças para essas pessoas”, completou a integrante do grupo.

Uma boa ideia

O trio contou que a ideia de fazer o café surgiu como sugestão da irmã Sandra. Partiu dela, após uma viagem a São Paulo, a iniciativa de reunir em uma grande noite de oração todas as mães do movimento. Sandra faleceu há cerca de um ano.

Célia Marques.
Célia Marques, integrante do grupo “Mães que Oram” em Feira de Santana | Foto: Barbara Cardoso / Acorda Cidade

“Ela trouxe a ideia, a ideia foi aceita e nós criamos esse café. No ano passado, nós fizemos o evento em homenagem a ela. Esse ano a gente já volta com outro tema. A ideia sempre foi reunir mães que precisavam de um momento para elas, um momento de descontração, de partilha, de abraço, de sorriso. Esse é o motivo maior do nosso café”, disse Célia Marques.

“O encontro é importante porque uma mãe sente a dor de outra mãe. Mãe gerou, mãe criou. A gente começa a entender o sofrimento do outro a partir das nossas próprias experiências. Esse é o nosso objetivo: acreditar que nós somos instrumentos de Deus e, para onde ele nos enviar, nós iremos. Queremos alcançar e fortalecer outras mulheres e a nós mesmas, porque nós, em missão, também nos sentimos muitas vezes fragilizadas, mas eu sei que, no momento em que eu caio, eu posso ali ter uma mão para me ajudar”, completou Adriana.

Para o mundo, esperança

O grupo ainda aproveitou a oportunidade para refletir sobre o tema central do encontro do próximo dia 27. Para Kássia Braz, esperança e mães são palavras que carregam tanto sentido e similaridade entre si no contexto espiritual que são praticamente sinônimos.

“Nós não iríamos realizar este café se nós não tivéssemos esperança. A mãe, no próprio ventre, carrega uma esperança, seja no útero ou, depois que nasce, no seu coração. A mãe é a esperança também para seus filhos. Quem não quer ouvir um conselho de mãe?”, disse Kássia.

mãe preocupada com o bebê
Foto: Drazen Zigic

“Nesse momento, a gente se une à igreja com a perspectiva de que queremos comemorar neste ano. Essa linha pode contemplar a esperança. E eu quero trazer também, dentro da minha perspectiva, Paulo Freire. Nós precisamos esperançar. Nós não podemos ser pessoas que só levam murmuração para o outro. As pessoas murmuram e reclamam, mas a marca do nosso movimento é a alegria”, complementou Braz.

Participação especial

Durante a entrevista, diversos ouvintes se manifestaram por meio dos tradicionais quadros enviados pelo WhatsApp ou por mensagem de texto, reforçando a importância do grupo Mães que Oram. Mas a surpresa ficou a cargo do padre Augusto, que, por chamada telefônica, ressaltou a atuação do grupo.

“As mães não param, as mães utilizam todos os recursos para que a oração alcance outras mães, sustente e fortaleça outras mães. Os filhos são, diria, a matéria-prima desse movimento. Então, é uma graça muito grande poder ouvi-las e poder acompanhá-las aí, desenvolvendo essa missão com tanta maestria e com tanta obediência. Deus continue nos conduzindo, fazendo-nos avançar e alcançar tantos outros corações”, disse o sacerdote.

Como pego meu ingresso?

As mulheres que tiverem interesse em participar do Café com as Mães que Oram podem entrar em contato diretamente com o grupo por meio do perfil oficial no Instagram, pelo @mãesqueoramfsa.

“Vá ao nosso direct, deixe sua mensagem. Nós temos uma equipe de acolhida. Essa equipe, a partir da mensagem, vai entrar em contato com você, pegar o seu número de telefone e nós temos um grupo, que é o grupo de avisos. Nesse grupo, nós mandamos todas as reuniões que nós temos, os locais, tudo direitinho”, finalizou Kássia.

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