
Moradores e comerciantes da região da Praça Carlos Bahia, no centro de Feira de Santana, estão cobrando uma reforma completa na estrutura do espaço. A situação foi relatada durante o tradicional quadro Pauta Livre, na edição desta terça-feira (15) do programa Acorda Cidade.
A praça fica próxima ao antigo batalhão da cidade e é considerada uma área de grande circulação. De acordo com moradores, o local atualmente reúne bancos e passeios quebrados, falta de limpeza, mato alto, barracas sem padronização e até um ponto de vans que funciona como uma espécie de mini-rodoviária improvisada.

Para a reportagem do Acorda Cidade, o policial penal Clériston Leite afirmou que, desde que nasceu, mora na região e nunca viu uma reforma completa na praça. Segundo ele, a última intervenção significativa ocorreu há mais de 35 anos, com a colocação de pedras portuguesas.

“É visível que o local está abandonado pelo poder público e pedimos que olhem com carinho por aqui. Aqui parece uma rodoviária improvisada, com um amontoado de barracas e ponto de ônibus, onde ninguém dorme à noite e à tarde é uma loucura. Pedimos apenas o nosso direito, que a prefeitura faça a reforma como vem fazendo em outras praças da cidade”, disse Leite.
O morador também defendeu ações de melhorias no sistema de iluminação, limpeza e organização, além da padronização dos comerciantes. Já o morador e comerciante Sérgio Oliveira de Souza reforçou as reclamações relacionadas à insegurança no local, sobretudo durante a noite.

“Esta praça precisa de segurança e iluminação. À noite ela fica abandonada, o que favorece a marginalidade, é fácil ver usuários de drogas e tem assaltos constantes. Além disso, aqui virou ponto de van e os comerciantes e moradores não podem nem estacionar um carro aqui que é guinchado”, declarou Sérgio.
Outra moradora que participou da reportagem do Acorda Cidade foi Ângela Maria Dias, que afirmou que vive na região há aproximadamente 60 anos. Ela fez questão de dizer que a atual estrutura da Praça Carlos Bahia é um motivo de tristeza para ela.

“Fico muito triste com a situação da praça, que está com passeios e bancos quebrados, bando de barracas, muito mato e limpeza péssima. O jardim da Igreja da Matriz também está horroroso e os turistas reclamam”, afirmou Maria.
Outra moradora que acompanhava a fala de Ângela fez questão de complementar. “No passado essa praça era maravilhosa, na época do prefeito José Falcão, que colocou os banquinhos e mantinha tudo limpo e organizado. Hoje as crianças têm que ficar presas dentro de casa por causa dos buracos, lixo e do consumo de drogas. A gente fica trancada com medo e exposta às indecências que acontecem nas barracas à noite”.
O comerciante Wilson José Almeida, proprietário de uma funerária na região, também relatou insegurança no entorno da praça. Segundo ele, os moradores evitam sair de casa à noite por causa dos assaltos e da presença de usuários de drogas.

“De jeito nenhum a gente se sente seguro aqui, há assaltos constantes e os moradores têm medo de sair após as 19h. Tem muitos usuários de drogas pedindo dinheiro e barracas abandonadas sendo usadas como ponto de venda de drogas. Moro aqui há 69 anos e a praça nunca esteve tão abandonada quanto ultimamente. Ela só foi bem cuidada na gestão do prefeito Zé Falcão”, disse Wilson.
Rua Virgílio Timóteo
Os problemas da Carlos Bahia também preocupam moradores da Rua Virgílio Timóteo, uma das transversais da praça. A reportagem do Acorda Cidade esteve no local e também constatou a presença de buracos, mato e problemas de pavimentação.
Moradora da região há 60 anos, Margarete relatou que os próprios moradores precisam utilizar entulho para tentar amenizar os buracos existentes na rua. Segundo ela, o movimento intenso de veículos pelo local é outro problema.

“Nossa rua está toda cheia de mato. A prefeitura não dá assistência nenhuma a essa rua, que está cheia de buracos. A gente tem que pegar entulho das casas para tapar os buracos, porque os carros que vão para Santo Estêvão passam por aqui e só falta levar a gente”, afirmou.
Dona Margarete contou ainda que já procurou a Prefeitura para solicitar o asfaltamento da via, mas recebeu a informação de que o local já consta como asfaltado no cadastro do município. A rua é pavimentada com pedras de paralelepípedo.

“Estamos pedindo socorro, porque é uma rua antiga, com moradores antigos. Eu mesma moro aqui há 60 anos e é uma rua boa e tranquila à noite, mas quando chega na Praça Carlos Bahia faz vergonha, vem venda de drogas e tudo de ruim”, disse a moradora.
Outro morador antigo da região, Marcelo Sampaio, também afirmou que vive no local há cerca de 60 anos. Segundo ele, os buracos obrigam os motoristas a fazer desvios constantes, aumentando o risco de acidentes com pedestres.

“Do jeito que está não tem como, porque para os carros saírem do buraco têm que desviar e podem atropelar qualquer pessoa a qualquer momento”, disse Marcelo, que defendeu que, caso o asfaltamento não seja realizado imediatamente, pelo menos os buracos sejam recuperados e a área receba manutenção.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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