
Na quarta-feira (16), 25 escolas da rede municipal de Feira de Santana participaram da 3ª Feira Multidisciplinar de Educação da Rede Pública Municipal, realizado no Ginásio do Centro de Educação Inclusiva. Entre as escolas participantes estava a Escola Municipal Quinze de Novembro, do distrito de Jaíba.
Ao Acorda Cidade, o professor de matemática da instituição, Fernando Alexandre, contou que o evento reúne trabalhos das feiras de Matemática, Ciências e Educação Ambiental, que acontecem nas escolas. A partir de uma seleção dos trabalhos de destaque nessas escolas, os projetos são escolhidos para a Feira Multidisciplinar.
Esse ano eu tive a oportunidade de participar como professor orientador. Na escola, eu desenvolvi o projeto ‘A Matemática contra o Bullying’, com os alunos do 6º ano. A professora Cíntia também desenvolveu um trabalho de ciências com os meninos do 9º ano. E a gente conseguiu trazer esses trabalhos aqui pra Feira Multidisciplinar para estar representando a Escola Municipal Quinze de Novembro.”
Segundo ele, o evento reúne alunos dos anos iniciais aos finais do ensino fundamental com trabalhos sobre diversos temas.
Além disso, o professor afirmou que os trabalhos de matemática serão avaliados e os de maior destaque, selecionados para a Feira Baiana de Matemática, que este ano acontecerá em Senhor do Bonfim. Na edição anterior, realizada em Mata de São João, Feira de Santana contou com seis trabalhos selecionados.”
“É um belíssimo evento, rico. Tivemos aqui presente este ano alunos do 1º, 2º ano, com alunos até o 9º ano do ensino fundamental, e um apresentando para o outro. Então foi um momento bem bacana, bem rico.”

A professora Cynthia Souza disse que a escola Quinze de Novembro participa da feira há dois anos. De acordo com ela, o evento é um momento de compartilhar o conhecimento, a criatividade e o esforço dos alunos.

Neste ano, o grupo coordenado por Cynthia apresentou modelos atômicos humanos com aventais, apresentando informações sobre os elementos químicos. Além disso, eles produziram uma tabela periódica gigante, algo que também foi feito em 2025. Para 2026, o grupo revitalizou a tabela para expor novamente.
“Os alunos ficam muito estimulados, ficam felizes, porque eles percebem que existe um mundo em volta, existem outras escolas, outras perspectivas, e para a gente é sempre um trabalho gratificante, apesar de bastante cansativo.”


Coordenação da Feira
Janaína Nascimento é uma das coordenadoras da 3ª Feira Multidisciplinar, juntamente com a professora Andréa Pinheiro. Segundo ela, os principais objetivos do evento são fortalecer as práticas de trocas entre os alunos e o desenvolvimento da educação científica escolar.
“Fazer ciência na escola é uma complexidade porque exige uma transposição didática, e isso os professores da rede municipal têm conseguido fazer de forma muito efetiva e eficiente. Tanto o letramento matemático quanto a educação científica de Feira de Santana apontam para um caminho muito profícuo proveitoso de desenvolvimento dessas ações, de troca entre as escolas, um encontro que já se consolida nesse espaço coletivo de práticas escolares.”
Alunos destacam diversão e aprendizado
Kevin Samuel Batista, do 6º ano da Escola Quinze de Novembro, participou da feira pela primeira vez e disse ao Ao Acorda Cidade que gostou da experiência.
Foi uma experiência bem criativa e bem legal. Foi bem divertido vir para cá, eu me diverti bastante com algumas experiências engraçadas, divertidas e outras bem legais.”

Maria Eduarda Amorim também falou que a feira foi muito divertida. Ela destacou a oportunidade de ter contato com pessoas e projetos diferentes.
Eu achei essa feira muito divertida, criativa, interessante e uma verdadeira exploração. Cada um de um jeito diferente, cada coisa feita de uma forma diferente, e cada detalhe interessante e criativo de se ver.”
Henrique Santana, também do 6º ano, foi um dos alunos que participou do projeto “A Matemática contra o Bullying”, do professor Fernando Alexandre. Ele contou que gostou da feira, porque é “um lugar mágico”.
Eu apresentei um projeto sobre o bullying, que é ‘A Matemática ao Combate ao Bullying’. Eu gostei muito da feira de matemática porque é um lugar mágico. Tem muitas coisas aqui. Eu achei cobra, achei muitos animais. Gostei muito do trabalho das outras pessoas e também teve um robô que eu gostei muito.”


Diferente de Henrique, que participou pela primeira vez, Maria Luiza Cordeiro, do 9º ano, esteve na edição anterior da feira. Ao Acorda Cidade, ela chamou atenção para o momento de descontração que o evento proporciona aos estudantes.
É uma maneira de descontrair um pouco, mas sem deixar os estudos de lado. A gente tira um tempo para aprender mais, ver outras coisas nos estandes, conhecer pessoas novas de outras escolas e também dar uma passeada. A gente aprende e ensina também. Quando explicamos o nosso estande para as outras pessoas, a gente acaba aprendendo ainda mais. Então é bem divertido e bem legal.”
Com informações da jornalista Beatriz Rabello, do Acorda Cidade.
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