
Bruna Marquezine entrou para o time de celebridades apaixonadas pelo skincare coreano. Em entrevista à Vogue Brasil, a atriz revelou que foi conquistada pela tendência após conhecer os produtos nas redes sociais. “Me tornei uma vítima de k-beauty. Sou completamente obcecada”, contou. Entre seus favoritos estão os discos esfoliantes da Medicube e produtos da linha Madagascar Centella, da marca sul-coreana Skin1004.
A declaração acompanha um movimento que vem ganhando força no Brasil. Impulsionada pelas redes sociais, a K-Beauty deixou de ser apenas uma tendência de consumo para influenciar a maneira como as brasileiras cuidam da pele. A proposta valoriza hidratação, prevenção, fórmulas com ingredientes calmantes e uma aparência naturalmente saudável, frequentemente associada ao efeito glass skin, conhecido como pele de vidro.
Para a Dra. Tatyana Braga, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o sucesso dos cosméticos coreanos está relacionado a uma mudança na forma de compreender os cuidados com a pele. Mais do que buscar resultados imediatos, a tendência coloca a manutenção da barreira cutânea no centro da rotina de beleza.
“A grande contribuição da cosmetologia sul-coreana foi ensinar o mercado a respeitar e fortalecer a barreira cutânea. Em vez de focar na agressão para gerar renovação, a prioridade passa a ser nutrir, bioestimular e regenerar”, explica a especialista.
Um dos grandes diferenciais da K-Beauty está na valorização de ingredientes como centella asiática, ácido hialurônico, ceramidas e extratos botânicos. Esses componentes podem contribuir para a hidratação, o conforto e a proteção da pele, dependendo da formulação e da concentração utilizada. A centella asiática, por exemplo, ganhou popularidade por sua presença em produtos destinados a peles sensíveis e sensibilizadas.
A busca pelo efeito glass skin também ajuda a explicar o fenômeno. Caracterizada por uma aparência uniforme, viçosa e luminosa, a tendência propõe uma pele bem cuidada, sem depender necessariamente de camadas de maquiagem. Entretanto, a médica ressalta que alcançar esse resultado não significa utilizar dezenas de produtos ou reproduzir todas as etapas das rotinas divulgadas nas redes sociais.
A popularização da K-Beauty também trouxe para o debate dermatológico o uso de tecnologias e ativos associados à regeneração cutânea, como fatores de crescimento e exossomas. Embora despertem interesse na pesquisa e na medicina estética, essas abordagens não possuem todas o mesmo nível de evidência científica, e sua utilização deve considerar a segurança, a regulamentação e a indicação de cada tratamento.
Outro ponto importante é que nem tudo o que funciona para uma pessoa terá o mesmo efeito em outra. No Brasil, fatores como calor, umidade, exposição solar e diversidade de fototipos exigem adaptações, principalmente entre pacientes com pele oleosa, acne, rosácea ou tendência à hiperpigmentação.
Segundo a Dra. Tatyana Braga, a principal lição da tendência coreana é compreender que a saúde da pele depende de uma rotina consistente e individualizada. Limpeza suave, hidratação adequada e proteção solar continuam sendo cuidados fundamentais, independentemente da origem ou da popularidade dos cosméticos utilizados.
Assim, o entusiasmo de celebridades como Bruna Marquezine ajuda a colocar a K-Beauty em evidência, mas o verdadeiro diferencial está em escolher produtos que atendam às necessidades da própria pele. Afinal, mais importante do que conquistar o efeito de pele de vidro é preservar sua saúde a longo prazo.
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