
Após ser reeleito governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) participou do programa Acorda Cidade, nesta quarta-feira (28), e comentou sobre as mudanças previstas nas secretarias estaduais para o segundo mandato.
Segundo ele, as mudanças ainda estão em fase de planejamento e os nomes das secretarias que passarão por alterações não foram definidos. Jerônimo afirmou que pretende ouvir os partidos e avaliar sugestões para a composição da equipe do segundo mandato, sem promover mudanças bruscas.

A previsão é apresentar os novos projetos e os nomes que integrarão o governo até 31 de dezembro.
Eu não anunciei qual pasta eu vou movimentar. Eu pedi ao meu gabinete três agendas e eu mesmo, com uma caneta, escrevi o que é que eu quero e como eu quero.”
O governador afirmou que tem recebido sugestões, entre elas a de aumentar a frequência de viagens a Brasília nos próximos 15 a 20 dias para buscar recursos que sobram nos ministérios no fim do ano.
“A primeira sugestão é que eu tenho que, nesses próximos 15 a 20 dias, ter uma frequência maior em Brasília, porque no final de ano, sempre sobra um dinheiro nos ministérios e eu quero ver o que é que eu posso buscar de lá. A votação que o Lula teve aqui na Bahia justifica a gente demandar e buscar esse orçamento. Então, eu vou fazer com maior frequência minha presença em Brasília.”
Além disso, Jerônimo afirmou que pretende concluir, até 31 de dezembro, as visitas aos 417 municípios baianos. De acordo com ele, faltam 24 cidades para completar o roteiro.
Por fim, a terceira agenda se refere às transições de programas e projetos que ainda serão anunciados para a sociedade.
“Até 31 de dezembro eu vou apresentar. Junto com isso, os nomes. É um novo governo e para um novo governo naturalmente que a gente tem que oxigenar. Mas eu não sentei ainda. Até domingo eu estava dedicado à reeleição de Lula. Então, hoje eu já tenho uma reunião com o grupo de trabalho de transição para eu acolher as sugestões de programas e projetos que eu já estou aqui rabiscando no meu juízo.”
Renovação da equipe
O governador também afirmou que não pretende dar um “cavalo de pau” na gestão e ressaltou que, antes de definir as mudanças, vai ouvir os partidos. Ele disse que as alterações serão pontuais, com o objetivo de renovar a equipe para o segundo mandato.
De acordo com Jerônimo, a Bahia já tem secretarias “enxutas”, criadas ou reorganizadas ao longo dos governos de Jaques Wagner e Rui Costa, e que passaram por poucas mudanças durante os quatro anos de sua gestão. Ele afirmou que vai discutir possíveis alterações com a equipe nos próximos 15 a 20 dias, antes de anunciar as mudanças.
Acabei mexendo muito pouco, a não ser alguma coisa em algumas secretarias. Mas é para isso que eu vou sentar hoje com a equipe e já rabisquei o que é que eu quero e o que é que eu vou encomendar para, nesses 20 dias, a equipe de trabalho poder me entregar e eu poder fazer os anúncios.”
Ida de baianos para o governo Lula
Questionado sobre a possibilidade de o atual secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, atuar no governo federal, Jerônimo negou que tenha havido qualquer conversa sobre o assunto e afirmou que as informações divulgadas são especulações.

“Não teve nenhuma conversa. Lula não está tratando disso. Não existe isso. Não existe.”
O governador acrescentou que não pretende dificultar uma eventual ida de técnicos ou secretários baianos para o governo federal, caso haja necessidade de contribuição do estado.
“Caso haja necessidade da Bahia contribuir com o governo federal, com algum nome, eu não vou dificultar a ida de técnicos, secretários, de qualquer baiano ou baiana para poder compor o governo Lula, porque vai ajudar Lula, vai ajudar o Brasil e é um baiano sentado lá.”
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