
Considerado um marco importante para a inovação e o uso de novas tecnologias na área de saúde, um Centro de Pesquisa Clínica será implantado em Feira de Santana na próxima segunda-feira (9), às 10h, na Santa Casa de Misericórdia (entidade mantenedora do Hospital Dom Pedro de Alcântara).
A informação é do pesquisador Augusto César de Andrade Mota, um dos responsáveis pela condução do processo, que durante exposição na Tribuna Livre da Câmara nesta terça (3), destacou a relevância da iniciativa e convidou toda a sociedade feirense a participar do ato de lançamento. De acordo com ele, o centro focará, principalmente, no tratamento do câncer, doença prevista a ser principal causa de morte no país na década de 2030.

“Trazer este equipamento para Feira me enche de alegria, pelo potencial transformador que vai ter na Santa Casa e nas entidades que lidam com saúde, em seu entorno ou não. O impacto vai reverberar no Município, na região e em todo o Estado da Bahia”, disse o especialista.
O Centro de Pesquisa Clínica é responsável por analisar a eficiência dos medicamentos antes de serem colocados à disposição dos pacientes. Mas, para além da importância da inovação tecnológica que representa, ajuda a melhorar a qualidade da assistência prestada pelas instituições envolvidas no processo. Os estudos são regulados por regras internacionais que precisam ser seguidas em todos os lugares onde a pesquisa clínica é conduzida. Normas estas, assinalou o pesquisador, ainda mais rigorosas que as existentes no Brasil.
“Então, a partir da próxima semana teremos aqui um equipamento para a cidade de Feira e sua macrorregião que precisa ser abraçado e festejado. Mas um centro de pesquisa numa instituição que vive os desafios de ser sem fins lucrativos, como é o caso da Santa Casa, vai precisar muito da ajuda da sociedade feirense”, frisou Augusto César. Ele explicou que, com o efetivo funcionamento do centro, será possível o cidadão feirense ter acesso a alguns medicamentos muito antes de irem para a farmácia. “Hoje, se precisamos ter acesso a novas tecnologias de combate ao câncer, temos que ir para grandes centros como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre”, observou.
A qualificação e capacitação de profissionais é outra perspectiva que poderá beneficiar, por exemplo, enfermeiros, farmacêuticos e outros. No centro serão realizados estudos clínicos em Feira que ocorrerão simultaneamente em todos os continentes. E para se ter a ideia da importância disso, lembrou Augusto César, no ano passado aconteceu uma pesquisa clínica que modificou a forma de tratamento do câncer de próstata. A iniciativa contou com a colaboração do Centro de Pesquisa Ética, sediado em Salvador, e dirigido por ele. “Trata-se de um dos medicamentos mais usados no mundo para tratar a doença, cujo estudo recrutou 700 pacientes, 30 dos quais baianos (incluindo feirenses)”, afirmou, ressaltando a relevância para as instituições e pessoas em ajudar na construção da ciência.
As informações são da Câmara Municipal de Feira de Santana
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