
O governo federal projetou um aumento de 7,4% no salário mínimo de 2027, que passaria de R$ 1.621,00 para R$ 1.741,00. A estimativa consta no projeto da Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso Nacional no final de agosto, mas ainda depende de dados que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vai divulgar.
O valor ainda não está definido porque o cálculo usa uma projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor até novembro de 2026, índice que só será conhecido quando o IBGE fechar as contas. Assim que o índice sair, o governo recalcula o valor exato do novo piso e confirma se o percentual de 7,4% se mantém ou sofre ajustes.
Como funciona o reajuste do salário mínimo
A lei define o aumento anual pela inflação acumulada do INPC entre dezembro de 2025 e novembro de 2026 e pelo crescimento do PIB de 2025. Ambas as contas precisam estar fechadas para que o valor definitivo saia.
Existe um teto regulamentado: o reajuste não pode superar a inflação do ano anterior em mais de 2,5%. A projeção de 7,4% apresentada no projeto respeita esse limite. O cálculo considera a projeção do índice acumulado em 12 meses, a ser confirmada quando o IBGE divulgar a inflação de novembro.
Quando sai a confirmação Oficial
A expectativa é que o anúncio aconteça na primeira metade de janeiro de 2027, por meio de publicação no Diário Oficial da União. Possíveis atrasos nas deliberações internas do Congresso podem empurrar a divulgação para o fim de janeiro ou começo de fevereiro.
Antes disso, a Câmara dos Deputados e o Senado analisam as premissas técnicas do projeto e debatem os números apresentados. Enquanto a definição não sai, trabalhadores que recebem o piso seguem recebendo R$ 1.621,00, o valor em vigor desde 2026.
O impacto no Orçamento de 2027
Cada real a mais no salário mínimo custa aproximadamente R$ 413,2 milhões ao Orçamento, em razão das despesas obrigatórias ligadas a benefícios previdenciários e assistenciais. Nesse cenário, o reajuste de 7,4% gera uma pressão adicional de R$ 9,9 bilhões nas contas do governo para 2027.
O Poder Executivo tem meta de superávit fiscal de 0,5% do PIB (R$ 73,2 bilhões), mas o projeto enviado ao Congresso prevê resultado melhor: R$ 83,4 bilhões.