10 de July de 2026
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Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

O advogado Bender Nascimento, que atua na defesa de Thierre Figueredo Silva, réu no processo da Operação El Patrón, disse que irá recorrer da decisão judicial, que condenou o seu cliente a uma pena de 6 anos e 9 meses de reclusão mais 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto.

De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Federal, Thierre Figueredo Silva era um dos integrantes da organização criminosa, liderada pelo deputado estadual Binho Galinha. Ele servia como laranja, atuando como proprietário de uma loja de celulares ligada ao grupo.

Segundo a PF, o deputado era líder de grupo miliciano que atua na região de Feira de Santana, acusado por crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência de Thierre, bem como nos imóveis de outros investigados, a PF encontrou armas e munições, cujo porte e posse seriam ilegais.

O advogado de defesa afirmou ao Acorda Cidade que as armas encontradas na residência do seu cliente estavam devidamente registradas, e que no caso de uma delas, uma pistola, houve somente divergência de endereço.

Binho Galinha participa de mais uma audiência da Operação El Patrón em Feira de Santana
Bender Nascimento | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Eu vejo a sentença com respeito, mas também com indignação, haja vista afirmarmos desde a essência, desde o nascimento do processo, que o Thierry não tem envolvimento com nenhuma organização criminosa, caso venha ser provado a existência de alguma e tampouco possui armas de fogo em contexto de ilegalidade, haja vista que ele é CAC e os armamentos estão todos registrados no nome dele. Tão somente uma divergência de endereço, o que a defesa técnica formada por mim e todos os integrantes do meu escritório entendemos ser apenas uma questão administrativa e não criminal para dar 6 anos de uma condenação”, informou.

Bender Nascimento destacou que a condenação imputada a Thierre foi porte e posse ilegal de arma de fogo, o que ele constesta.

“Ele é CAC, colecionador, atirador, caçador, possui habitualidade e está devidamente inscrito no Clube de Tiro, porém houve uma divergência em relação ao endereço. Quando a Polícia Federal foi cumprir os mandados de busca e apreensão em um dos endereços dele, não se encontrava a arma dele, uma pistola. Contudo essa arma estava em outro endereço, devidamente cadastrado no site do Exército brasileiro, que era à época a pessoa para fiscalizar essa situação relacionada à arma e ao CAC.”

O advogado frisou que o cliente não possui qualquer tipo de envolvimento com o deputado.

“Ele não tinha nenhuma ligação com o deputado Binho Galinha, apenas o conhecia como figura pública, mas nenhuma foto, nenhuma ligação a contexto com o político. Essa situação da condenação refere-se à questão das armas. Quando houve a deflagração da Operação El Patrón, nas residências de algumas pessoas, foram encontradas supostas armas de fogo em desacordo com a legislação, foi o caso de Thierry. Entretanto, as armas que foram encontradas fazem parte do seu acervo, e a pistola que não estava no endereço devidamente cadastrado no Exército encontrava-se no seu segundo endereço, na chácara do pai.”

O advogado de defesa informou que irá manejar todos os recursos possíveis para alterar a decisão da Justiça. “Vou provocar o juízo da primeira vara criminal aqui de Feira de Santana acerca de algumas coisas que não concordamos. Se for mantida na integralidade essa condenação, iremos manejar os recursos no Tribunal de Justiça e demais tribunais superiores.”

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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